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Semana da Cultura Galega em Lisboa Portugalizando

Entre os dias 11 a 19 de Maio, decorrerá em Lisboa a Semana da Cultura Galega Portugalizando.

PORTUGALIZANDO. SEMANA DE CULTURA GALEGA EM LISBOA

Entre os dias 11 a 19 de Maio, decorrerá em Lisboa a Semana da Cultura Galega Portugalizando. Organizada pela Cátedra de Estudos Galegos da Universidade de Lisboa, o Centro de Estudos Galegos da Universidade Nova de Lisboa, o Instituto de Estudos de Literatura Tradicional da mesma Universidade e a Dirección Xeral de Creación e Difusión Cultural da Consellaría de Cultura e Deporte da Xunta de Galicia. Este programa ainda conta com o apoio da Secretaría Xeral de Política Lingüística, da Secretaría Xeral de Emigración, ambas da Xunta da Galiza e da Juventude da Galiza- Centro Galego de Lisboa. Esta semana, agendada em torno do Dia das Letras Galegas (17 de Maio), abarcará diversas vertentes da cultura galega contemporânea.
A iniciativa afigura-se da maior relevância para a divulgação da cultura galega contemporânea, e para o estreitamento das relações culturais entre Lisboa e a Galiza, povo que tanto contribuiu para a identidade da capital portuguesa.


ACTIVIDADES DE PORTUGALIZANDO

• Sexta-feira 11 de Maio às 19:00 horas na Bedeteca de Lisboa: inauguração da exposição A Banda Desenhada Galega.

Esta exposição apresenta, através de cinquenta obras e vinte e um autores, a evolução da banda desenhada na Galiza dos anos 70 até a actualidade.

Na inauguração estará presente o comisário da exposição, Fausto Isorna, que falará brevemente sobre a história da banda desenhada na Galiza e realizará uma visita guiada à exposição.

Durante o período da exposição (de 11 de Maio a 17 de Junho) realizar-se-ão visitas guiadas seguidas de ateliers para o público escolar (dos 8 aos 18 anos) e visitas guiadas para adultos. Marcação prévia na Bedeteca de Lisboa (tel. 21 853 66 76).


• Sábado 12 de Maio às 10:00 horas: Rota galega a Santo Amaro. (percurso guiado pela historiadora da Câmara Municipal de Lisboa, Dra. Gabriela Carvalho).

Os séculos XVI e XVII ficaram marcados pela chegada de muitos galegos à capital portuguesa em busca de trabalho. A grande devoção a Santo Amaro fê-los construir uma ermida no alto do monte que logo se tornou sítio de romarias e de festas.

Marcação prévia na Divisão de Gestão e Programação Cultural da Câmara Municipal de Lisboa (21 356 78 03).


• Sábado 12 de Maio às 16:30 horas: Desfile de cabeçudos e gigantones pelas ruas de Lisboa.

O teatro e a música unem-se no propósito de animar um desfile que recorda as Festas Populares e se projecta em novas formas de espectáculo de rua. Com saída do Campo das Cebolas desfilará, vinda da Galiza, a companhia Viravolta que há já mais de 25 anos resgatou a tradição dos gigantones e cabeçudos, criando figuras que representam personagens locais, lendárias ou mitológicas. Contarão com o acompanhamento da percussão e das gaitas galegas do grupo Treboadas do Baixo Miño, que, com mais de 200 anos de vida, mantêm uma tradição irmã da dos Zés-Pereiras.

Ao mesmo tempo, da Escola Politécnica sairão os Alunos dos cursos de Formação de Actores e de Design de Cena, da Escola Superior de Teatro e Cinema, que desfilarão com cabeçudos e gigantones criados na sua Oficina de figuras animadas. Com eles, dando uma preciosa ajuda, estarão, com os cabeçudos e instrumentos musicais populares portugueses, um grupo de jovens percussionistas e professores do projecto Tocá Rufar, do Centro de Artes e Ideias Sonoras.

Por volta das 17:00 horas, na Praça de Camões, encontrar-se-ão os dois cortejos para levar a cabo um desafio.


• Sábado 12 de Maio às 19:00 horas na Biblioteca Museu República e Resistência: Inauguração da exposição Grandepequeno. Misérias, galinhas e cabeçudos.

Grandepequeno é um projecto do IELT (Instituto de Estudos de Literatura Tradicional da Universidade Nova de Lisboa) em que se pretende analisar, recriar e promover as facetas da cultura popular que falam ou representam problemas de escala ou hierarquia. Para esta exposição foram reunidos trabalhos de artistas galegos e portugueses que olham ou se inspiram nesses aspectos da cultura popular das mais diversas disciplinas artísticas. Assim designers, escultores, pintores, marionetistas, poetas, contacontos, fotógrafos... olham para um património com muitos aspectos em comum, para mostrar-nos a sua actualidade e pertinência.

Na inauguração intervirão a contadora Joaninha Duarte e a Companhia de Fantoches Baj, que também actuará no auditório da Biblioteca nos dias 14, 15 e 16 às 10:30 horas com o espectáculo Tio Miséria.

A seguir haverá um beberete.


• Domingo 13 de Maio às 16:30 no jardim da Bedeteca de Lisboa: Festa infantil com a actuação do grupo de música Mamá Cabra.

Este grupo, pioneiro na Galiza na realização de espectáculos onde se misturam música e animação, e com diversos trabalhos publicados, oferece um concerto dirigido a crianças onde se procura a sua participação. As músicas, de autoria própria e de poetas como Gloria Sánchez, Concha Blanco, Antonio G. Teijeiro, estão pensadas para ouvir, dançar e brincar.

Entrada livre.


• Segunda-feira 14 de Maio às 19:30 horas na Cinemateca: Projecção de curta-metragens galegas de recente relização.

Os filmes serão apresentados pelo Director da Cinemateca Portuguesa, Dr. Jõao Bénard da Costa, e pelo Director da Axencia Audiovisual Galega, Dr. Manuel gonzález.

- Carne de Cañón (2006). Darío Fernández Ignacio. Animação. 8’
Sinopse: Atilano, percebeiro de Fisterra é feito prisioneiro de um galeão francês no qual é levado, juntamente com outros escravos, para uma colónia numa ilha do Caribe. Uma vez ali ver-se-á envolvido numa revolta dos indígenas contra os colonizadores franceses.

- Cousas de Kulechov (2006). Susana Rei Crespo. Experimental 20’
Sinopse: Num percurso pela paisagem, os costumes e a actualidade galega, apresenta-se um suposto conflito bélico onde um exército invasor ataca as costas galegas com a pretensão de invadir a Galiza, e onde a povoação organiza a resistência.

- Meniña (2006). Daniel Domínguez García. Drama. 12’
Sinopse: Laura, uma rapariga de vinte e poucos anos, recebe um dia um telefonema do pai. A partir desse momento dá-se o reencontro com a mãe, o que significa também um confronto com os fantasmas do passado.

- Premio (2006). Eva Quintas Froufe. Comédia. 9’
Sinopse: Tin é um ser único pelo peculiar modo de vida que leva. Nada o faz mais feliz que participar em todos os concursos que pode; o seu sonho sempre foi viver de prémios, muito embora este projecto de vida seja algo heterodoxo.

- Longo sendeiro de pedra (2006). Pablo Millán. Experimental.16’
Sinopse: Através de uma viagem artística e musical pelas profissões, monumentos, paisagens, tradições, mitologia e poesia da Galiza, com a pedra como elemento central, estabelece-se um jogo visual e conceptual em que se misturam imagens e sons da Galiza mais tradicional e da mais actual.

- Sen chumbo (2006). Jorge Saavedra Mancebo. Thriller-Suspense. 19’
Sinopse: Cinco personagens com percursos vitais diferentes mas com um ponto em comum: a situação que estão a viver leva-os a tomar decisões que modificarão de uma ou de outra forma a sua vida.

- A rosa dos ventos (2006). Jairo Iglesias Martínez. Drama. 18’
Sinopse: Rosa está há muito tempo sozinha depois da morte do seu marido no mar. A chegada de Sara à sua vila fará com que Rosa comece a reflictir sobre a passagem do tempo, e comece a procurar consolo na lembrança do seu marido. Uma história de amor, solidão e memórias.

- A flor máis grande do mundo (2006). Juan Pablo Etcheberry. Animação. 10’
Sinopse: Um rapaz de sete anos aventura-se a passear numa tarde de verão pelo souto que fica ao pé da sua casa. Aí vai encontrar uma flor murcha que não hesita em ajudar. O seu esforço e empenho vão conseguir não só salvar a flor, mas também convertê-la na maior e mais bela flor do mundo.


• Terça-feira 15 de Maio às 16:00 horas na Biblioteca Museu República e Resistência: Jornadas Galiza-Portugal: Cumplicidades e Contrabandos.

Projecção dos documentários de carácter etnográfico Senhora Aparecida, de Catarina Alves Costa, e Os maios, de Clodio Fernández Pérez. Os documentários servirão de ponto de partida para o posterior colóquio onde se falará sobre o património imaterial galego-português. No colóquio, moderado pela directora do Instituto de Estudos de Literatura Tradicional da Universidade Nova de Lisboa, a Prof. Ana Paula Guimarães, intervirão Camiño Noia, especialista em literatura tradicional e professora da Universidade de Vigo, Clodio González Pérez, etnógrafo e membro do Museo do Pobo Galego, João David Pinto Correia, director do Centro de Tradições Populares “Manuel Viegas Guerreiro” da Universidade de Lisboa e Paula Godinho, antropóloga e professora da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.


• Quarta-feira 16 de Maio às 16:00 na Biblioteca Museu República e Resistência: Jornadas Galiza-Portugal: Cumplicidades e Contrabandos.

Colóquio sobre as relações actuais entre a Galiza e Portugal moderado pela Coordenadora do Centro de Estudos Galegos da Universidade Nova de Lisboa, a Prof. Graça Videira Lopes. Participam, da parte galega, Pilar Garcia Negro, Professora do Departamento de Galego-Português, Francês e Linguística da Universidade da Coruña e deputada, pelo Bloque Nacionalista Galego, do Parlamento Galego entre 1989-2003 e Maria del Carmen Espido Bello, professora de História e Instituções Económicas na Universidade de Santiago de Compostela, e da parte portuguesa, António Medeiros, professor do Departamento de Antropologia do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa, e Fernando Venâncio, professor de Língua Portuguesa e da cadeira de Línguas Regionais na Europa, na Universidade de Amesterdão.


• Quinta-feira 17 de Maio às 20:30 na Sala dos Espelhos do Palácio Foz: Recital poético musical Reflexos.

Em 1963, ano do centenário da publicação do livro Cantares Gallegos de Rosalía de Castro, primeira obra-prima da literatura galega moderna, a Real Academia Galega declarou o dia 17 de Maio como “Día das Letras Galegas”, dia em que se homenageia uma figura de grande relevância para a cultura galega. Desde a sua primeira edição, dedicada a Rosalía de Castro, o Dia das Letras Galegas ultrapassou os limites do puro formalismo académico para se constituir como o dia onde se celebra a afirmação da identidade galega.

Este ano a homenageada é a poeta María Mariño (1907-1967), “figura singular no contexto da literatura galega pela obra, pela biografia, pela recepção”, nas palavras da estudiosa da sua obra Ana Romaní. Para prestar-lhe homenagem, a cantora Uxía Senlle, acompanhada pelo pianista Paulo Borges, interpretará alguns dos seus poemas, e as poetisas Chus Pato, Helena de Carlos e María do Cebreiro, prestigiadas representantes da poesia galega actual, recitarão composições de autoria própria, numa performance de grande intensidade.

Entrada livre.


• Quinta-feira 17 de Maio às 23:00 no Onda Jazz: Concerto de Narf

Narf é o último projecto musical do galego Fran Pérez e teve início no ano 2004, como resultado das suas aventuras durante quase vinte anos pelo mundo da música como integrante de diversas bandas de rock compostelanas. Artista fortemente ligado à lusofonia, tem realizado diversas parcerias com a companhia de teatro portuguesa Trigo Limpo ou com o grupo moçambicano Timbila Muzimba. Síntese destas e de outras experiências surge uma linguagem moderna e sedutora que poderemos apreciar neste concerto, onde estará acompanhado pelo guitarrista Marcos Teira e pelo percusionista Pepe Sendón.

Entrada 6 €.


• Sexta-feira, 18 de Maio às 18:00 horas, Juventude da Galiza-Centro Galego de Lisboa: Historias dunha emigración difusa. Os galegos en Lisboa do realizador Xan Leira.

Apresentação do projecto multimédia e multidisciplinar do realizador Xan Leira que pretende reconstruir a história dos galegos em Lisboa e a história de Lisboa na perspectiva da emigração galega, tendo como ponto de partida o centenário da Juventude da Galiza-Centro Galego de Lisboa em 2008.


• Sexta-feira, 18 de Maio às 19:30 horas, Juventude da Galiza-Centro Galego de Lisboa: Buffet com comida galega.

Inscrição prévia (tel. 218 853 680).


• Sexta-feira 18 de Maio às 21:00 horas no Centro Galego de Lisboa: O espectáculo da palavra com Cândido Pazó. PENSO QUE ISTO HAI QUE POÑELO.

Cándido Pazó é autor teatral, guionista de séries televisivas e director de cena com inúmeros espectáculos estreados e premiados. Tem participado em múltiplos eventos e festivais internacionais da oralidade realizados em diferentes países (Portugal, Espanha, Colômbia, etc.). É autor da maior parte das suas histórias, mas também as recolhe da tradição e da literatura. Gosta particularmente do chamado conto tabernário ou de tertúlia onde desfilam anedotas, histórias e personagens da mais diversa índole.

Entrada Livre.


• Sábado 19 de Maio às 10:00 horas: Rota Lisboa dos aguadeiros (percurso guiado pela historiadora da Câmara Municipal de Lisboa, Dra. Gabriela Carvalho).

Galegos na sua maioria, os aguadeiros de Lisboa escolheram a Bica para viverem: um percurso pelo interior do bairro, pelos panoramas de Santa Catarina e pelo bairro setecentista de São Paulo.

Marcação prévia na Divisão de Gestão e Programação Cultural da Câmara Municipal de Lisboa (21 356 78 03).


• Sábado 19 de Maio às 17:00 horas: Desfile de gaiteiros pelas ruas da Baixa.

Neste desfile participarão os gaiteiros Anaquiños da Terra, do Centro Galego Juventude da Galiza, grupo fundado em 1956 por membros da comunidade galega residente em Lisboa; os actuais alunos das Escolas de Gaitas do Centro Galego Juventude da Galiza, e O Grupo de Gaitas de Foles da Casa Pia de Lisboa, que deu oportunidade aos seus integrantes de aprender a tocar um instrumento que também faz parte da tradição musical portuguesa.


• Sábado 19 de Maio às 18:00 horas no Centro Galego de Lisboa: Actuação de Tanxarina com a peça Os Narigudos.

Fundada no ano 1983, Tanxarina é uma das companhias de marionetas de maior prestígio e reconhecimento tanto dentro como fora da Galiza. Tem participado em numerosos festivais e circuitos em Portugal, como os de Évora, Porto, Matosinhos, etc... Em Os Narigudos propõe um espectáculo de títeres de luva e música em directo no qual se conta a história da ilha dos Narigudos, uma ilha onde só há problemas.

Para todos os públicos.
Entrada livre.


• Sábado, 19 de Maio às 19:00 horas, Juventude da Galiza-Centro Galego de Lisboa: Petiscos galegos.


• Sábado 19 de Maio às 20:00 horas no Centro Galego de Lisboa: Actuação do grupo musical Os Carunchos.

Os concertos desta formação, com mais de dez anos de experiência, caracterizam-se pela empatia com o público e pelo improviso ao interpretar temas do seu repertório, formado tanto por peças tradicionais galegas e portuguesas, como da sua autoria. Os instrumentos que emprega este quinteto são: gaita, requinta, oboé, tamborete, bombo, pandeireta, pandeiro, … e nomeadamente a voz, presente na maioria das peças.

Entrada livre.

08/05/2007
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